Quando era pequeno queria ser astronauta e um dia seguir os passos de Buzz Aldrin e Neil Armstrong. Esta noite, olho para a Lua, fecho os olhos e faço novamente essa viagem em boa companhia.
Monday, July 20, 2009
One small step...
Quando era pequeno queria ser astronauta e um dia seguir os passos de Buzz Aldrin e Neil Armstrong. Esta noite, olho para a Lua, fecho os olhos e faço novamente essa viagem em boa companhia.
Thursday, June 18, 2009
Tuesday, June 16, 2009
As aventuras de um cromo na terra das aventuras
1983. A ARPANET adoptava o IP, criando a Internet, Bjorn Borg retirava-se do ténis, Ronald Reagan chamava "império do mal" à URSS, o space shuttle Challenger fazia a sua viagem inaugural para o espaço, o Michael Jackson estava no top com "Beat it" e quem queria um par de jeans tinha de ir aos Porfírios.
Eu tinha 15 anos e era um cromo.
O ZX Spectrum tinha sido lançado no ano anterior e os primeiros amigos a ter uma coisa dessas eram os Canavarros. Longas noites com os olhos a arder, em cima de uma TV na cave a jogar "Horace and the Spiders" e "Presidente" à vez, e os Dire Straits que não se calavam. 16K inteirinhos para brincar, uma fartura. O deslumbre de escrevermos uma coisa no teclado de borracha e... aparecia no ecrã! O mundo estava a mudar irreversivelmente e nós sentiamo-nos o Matthew Broderick no "Wargames", que tinha acabado de estrear nos cinemas. O futuro era agora. Não conseguíamos largar aquela coisa, ao ponto de o Gonçalo ter de nos dizer, com o seu ar mais sério, que "o computador está cansado, agora têm de ir para casa". E acreditávamos. Contrariados, mas íamos.
Não descansei enquanto não tive um. Passei um Verão inteiro a embrulhar verduras no Pão de Açucar e no fim do Verão comprei o meu Spectrum, agora com uns gigantescos 48K. Este podia ter jogos MUITO maiores, MUITO mais complexos. E numa revista do Spectrum (provavelmente a Sinclair User) falavam de um jogo de um tipo muito especial, completamente diferente de qualquer coisa que já tivessemos visto nas salas de máquinas, um jogo em que escrevíamos coisas e ele respondia, como se fosse inteligente. Eram as aventuras e o jogo era "The Hobbit". Organizou-se uma expedição com o Vasco Oliveira a um centro comercial no Saldanha (City?) onde vendiam jogos piratas e trouxemos um exemplar para casa. Sem instruções ou caixa, uma cassete apenas, escrita à mão. Nunca mais parámos de jogar aventuras. Os jogos de acção eram interessantes, sim, e divertidos para um bocadinho, mas as aventuras absorviam-
nos horas e horas sem fim. Resolvemos aventuras atrás de aventuras, trocávamos soluções com outros jogadores pelo correio -- eu tinha pen-pals até no Sri Lanka e na Dinamarca. A revista de referência eram a Popular Computing Weekly onde escrevia o Tony Bridges e a Computer + Video Games onde escrevia o Keith Campbell. Contribuíamos regularmente para as duas publicações, a pedir ajuda, a dar ajuda, a comentar as escolhas. Tanto dissemos ao Keith que devia visitar o soalheiro Portugal que... um dia decidiu aceitar o convite, com a sua esposa Ruth.
Foi como se fossemos católicos ferrenhos e o Papa decidisse vir jantar cá a casa. Como não sabermos o que vestir e o Cary Grant vir dar uma ajuda a escolher a roupa.
E o Keith lá veio, cheio de jogos e revistas e t-shirts, com a Ruth. Ele próprio contou a sua viagem na C+VG, no número de Novembro de 1986:

E os Campbell continuaram a vir. Nós fomos crescendo, cada vez se falava menos de aventuras, pois tudo tem um tempo, e mais se falava da vida, de crescer, das escolhas profissionais, dos pequenos nadas dos amigos. Até que perdemos o contacto. Creio que o Vasco ainda recebeu os Campbell mais umas vezes, mas a minha vida foi mudando -- muito muda, a minha vida -- e também perdi o contacto do Vasco.
Os anos passaram, os computadores mudaram, os gráficos melhoraram, as máquinas foram ficando mais complexas, mais multimédia mas, de alguma forma, perdeu-se a inocência das velhas aventuras de texto. Redescubro-as agora através da net, com os emuladores, e são como uma lufada de ar fresco. Uma boa história é uma boa história, com ou sem imagens.
Nos idos anos 80 de alguma forma senti que o (meu) futuro passava por ali. Nunca imaginei vir a trabalhar para uma Sony, uma Codemasters ou uma Electronic Arts. De consumir para fazer. Todos os dias tento não perder o "sense of wonder", nisto como em tudo.
Acordo de manhã, sento-me ao PC, olho para os emails, sorrio e penso "Eu faço videojogos. Ena pá!"
Encontrei este artigo sobre o Keith:
Keith Campbell - musings of an adventure guru
PS - Ontem a meio da noite lembrei-me deste artigo na C+VG e fui vasculhar as revistas antigas. Hoje googlei o Keith, pensando em escrever-lhe ou telefonar-lhe, e li que faleceu em 2006. Tarde demais. O meu mundo ficou mais pobre.
Eu tinha 15 anos e era um cromo.
O ZX Spectrum tinha sido lançado no ano anterior e os primeiros amigos a ter uma coisa dessas eram os Canavarros. Longas noites com os olhos a arder, em cima de uma TV na cave a jogar "Horace and the Spiders" e "Presidente" à vez, e os Dire Straits que não se calavam. 16K inteirinhos para brincar, uma fartura. O deslumbre de escrevermos uma coisa no teclado de borracha e... aparecia no ecrã! O mundo estava a mudar irreversivelmente e nós sentiamo-nos o Matthew Broderick no "Wargames", que tinha acabado de estrear nos cinemas. O futuro era agora. Não conseguíamos largar aquela coisa, ao ponto de o Gonçalo ter de nos dizer, com o seu ar mais sério, que "o computador está cansado, agora têm de ir para casa". E acreditávamos. Contrariados, mas íamos.
Não descansei enquanto não tive um. Passei um Verão inteiro a embrulhar verduras no Pão de Açucar e no fim do Verão comprei o meu Spectrum, agora com uns gigantescos 48K. Este podia ter jogos MUITO maiores, MUITO mais complexos. E numa revista do Spectrum (provavelmente a Sinclair User) falavam de um jogo de um tipo muito especial, completamente diferente de qualquer coisa que já tivessemos visto nas salas de máquinas, um jogo em que escrevíamos coisas e ele respondia, como se fosse inteligente. Eram as aventuras e o jogo era "The Hobbit". Organizou-se uma expedição com o Vasco Oliveira a um centro comercial no Saldanha (City?) onde vendiam jogos piratas e trouxemos um exemplar para casa. Sem instruções ou caixa, uma cassete apenas, escrita à mão. Nunca mais parámos de jogar aventuras. Os jogos de acção eram interessantes, sim, e divertidos para um bocadinho, mas as aventuras absorviam-
nos horas e horas sem fim. Resolvemos aventuras atrás de aventuras, trocávamos soluções com outros jogadores pelo correio -- eu tinha pen-pals até no Sri Lanka e na Dinamarca. A revista de referência eram a Popular Computing Weekly onde escrevia o Tony Bridges e a Computer + Video Games onde escrevia o Keith Campbell. Contribuíamos regularmente para as duas publicações, a pedir ajuda, a dar ajuda, a comentar as escolhas. Tanto dissemos ao Keith que devia visitar o soalheiro Portugal que... um dia decidiu aceitar o convite, com a sua esposa Ruth.Foi como se fossemos católicos ferrenhos e o Papa decidisse vir jantar cá a casa. Como não sabermos o que vestir e o Cary Grant vir dar uma ajuda a escolher a roupa.
E o Keith lá veio, cheio de jogos e revistas e t-shirts, com a Ruth. Ele próprio contou a sua viagem na C+VG, no número de Novembro de 1986:

E os Campbell continuaram a vir. Nós fomos crescendo, cada vez se falava menos de aventuras, pois tudo tem um tempo, e mais se falava da vida, de crescer, das escolhas profissionais, dos pequenos nadas dos amigos. Até que perdemos o contacto. Creio que o Vasco ainda recebeu os Campbell mais umas vezes, mas a minha vida foi mudando -- muito muda, a minha vida -- e também perdi o contacto do Vasco.
Os anos passaram, os computadores mudaram, os gráficos melhoraram, as máquinas foram ficando mais complexas, mais multimédia mas, de alguma forma, perdeu-se a inocência das velhas aventuras de texto. Redescubro-as agora através da net, com os emuladores, e são como uma lufada de ar fresco. Uma boa história é uma boa história, com ou sem imagens.
Nos idos anos 80 de alguma forma senti que o (meu) futuro passava por ali. Nunca imaginei vir a trabalhar para uma Sony, uma Codemasters ou uma Electronic Arts. De consumir para fazer. Todos os dias tento não perder o "sense of wonder", nisto como em tudo.
Acordo de manhã, sento-me ao PC, olho para os emails, sorrio e penso "Eu faço videojogos. Ena pá!"
Encontrei este artigo sobre o Keith:
Keith Campbell - musings of an adventure guru
PS - Ontem a meio da noite lembrei-me deste artigo na C+VG e fui vasculhar as revistas antigas. Hoje googlei o Keith, pensando em escrever-lhe ou telefonar-lhe, e li que faleceu em 2006. Tarde demais. O meu mundo ficou mais pobre.
On the distinction 'tween noble and common
"These distinctions that you draw 'tween noble and common, what is proper and what is not, seems as arbitrary and senseless to me, as the castes and customs of Hindoos would to you," Eliza returned.
"It is in their very irrationality, their arbitrariness, that they are refined," [le comte] d'Avaux corrected her. "If the customs of the nobility made sense, anyone could figure them out, and become noble. But because they are incoherent and meaningless, not to mention ever-changing, the only way to know them is to be inculcated with them, to absorb them through the skin. This makes them a coin that is almost impossible to counterfeit."
Neal Stephenson, The Confusion
"It is in their very irrationality, their arbitrariness, that they are refined," [le comte] d'Avaux corrected her. "If the customs of the nobility made sense, anyone could figure them out, and become noble. But because they are incoherent and meaningless, not to mention ever-changing, the only way to know them is to be inculcated with them, to absorb them through the skin. This makes them a coin that is almost impossible to counterfeit."
Neal Stephenson, The Confusion
Monday, June 01, 2009
Thursday, May 28, 2009
Wednesday, March 18, 2009
Wednesday, February 25, 2009
Thursday, February 19, 2009
Greetings from Venus!
Um dia abri a revista Wired e o que vejo? Rayguns! As mais realistas, incríveis e detalhadas que jamais vira. Havia um link, segui-o e vi que era a Neo-zelandesa Weta que as fazia. Já conhecia a Weta pelo seu trabalho nos filmes de "O Senhor dos Anéis", mas não sabia que também tinham trabalhado em muitos outros projectos. Botei-me de amores pelas rayguns e, eu sendo eu, comprei-as todas. São minhas e quero mais. Enquanto não há, Broadmore desenhou uma sacola para aventureiros destemidos. Quando a encomendei, pedi se seria possível que um dos postais fosse assinado. E veio! Nova Zelândia e Broadmore rule :)
Greg Broadmore: http://www.wetanz.com/greg-broadmore/
As rayguns: Shttp://www.wetanz.com/holics/index.php?catid=4
Wednesday, February 18, 2009
O meu quarto em casa da minha avó tinha uma janela. Em frente tinha uma árvore, mas não era uma janela especialmente bonita. Dava para a rua, não para um jardim nem para o mar. Não era importante para onde dava a janela, mas sim o que dava para a janela. Tantas tardes e noites da minha infância sentado, deitado, aninhado na cama a ler. E à minha frente, a janela. Apesar da sua triste normalidade, era uma janela cheia de sonhos. Pousava o meu Júlio Verne e sonhava que o Capitão Robur nela atracava o seu dirigível e me recolhia abordo, que dela se estendia uma prancha e o Corsário Negro por ela me lançava aos tubarões dos mares do Sul, que uma pedrinha nos vidros eram a Ana, a Zé, o David, o Júlio e o Tim que me vinham buscar para uma aventura. Aquela janela era uma entrada para os meus heróis e uma saída para os meus sonhos. Mudo de casa, mudo de cidade, mudo de vida, de tamanho e de pele. Mas há sempre janelas. Temo o dia em que olhe pela janela e só veja a rua.
Friday, February 13, 2009
Para todos os que abandonaram os prazeres da carne...
A Guru Andrade distribui as suas pérolas de sabedoria em www.patriciaandrade.com.
Wednesday, February 11, 2009
Monday, February 09, 2009
Thursday, February 05, 2009
Wednesday, February 04, 2009
Tuesday, February 03, 2009
Os websites que nunca fiz
Os discos rígidos são os cemitérios da criatividade, cheios de projectos começados e nunca acabados, de ideias boas que nunca se concretizaram e de ideias más que felizmente morreram cedo. Encontrei no meu disco umas pastas de ideias para websites, criações de algures por volta de 1996-1999. Acho que o que me dava gozo era criar os logos e os botões e a ideia de disponibilizar informação (nobres propósitos dos primórdios da web). Alguns temas repetem-se: as letras em relevo, as drop-shadows, os fundos a imitar papel. Na altura eram novidade e algo "cool"...
Ficam aqui alguns "cadáveres", tal como estavam, a meio, incompletos, desmembrados. Os falhanços.
Mundos de Aventuras (c.1999)
Quis fazer um arquivo das edições de BD portuguesa. Tarefa hercúlea.

Tyrell Corp. Homepage (c.1996)
"Blade Runner" é um dos filmes da minha vida e, cromo que sou, achei que era divertido criar uma homepage da Tyrell. Continuo a achar que os botões eram bonitos...

Movies that Ate My Brain!
Era sobre os meus filmes favoritos de série B. A manchinha de sangue andava de um lado para o outro e as letras explodiam.


Superman's Fortress of Folitude
A Fortaleza da Solidão sempre me fascinou, pois estava cheia de tralha, de troféus de combates antigo, estátuas de vilões e amigos, gadgets de outras aventuras. E se alguém pegasse neles e os arquivasse exaustivamente? Não era divertido? Aah, talvez não. Nunca passou da porta.
The Hall of Forgotten Heroes
A DC Comics, ao longo das suas muitas décadas de existência, criou centenas de heróis que não duraram mais do que uma mão-cheia de histórias. Outros foram grandes, mas agora estão esquecidos. Qu'é deles? Era aqui que estariam. Os heróis, os anúncios de rodapé, aquilo que, quando fazem reedições, nunca incluem. Agora já não estão assim tão esquecidos -- a seu tempo tudo volta. Esses números raros, caros e amarelados estão nos Bittorrents, para quem os quiser ler.
Ah, neste esmerei-me. Quando passávamos o rato sobre as figuras apareciam balõezinhos a dar informações! lol


Eu tinha esse quando era pequeno
Sobre collectibles portugueses. Resta apenas o logo, de que tenho algum orgulho. Ah, pois.

London by Gaslight - The Sherlock Holmes Reference
Ah, Sherlock. Não encontrava bibliografias na net (agora é difícil evitá-las) por isso decidi criar eu uma. Os botões deram tanto trabalho que fiquei sem energia para o conteúdo.


Fecho a pasta e tento voltar a esquecer-me destes websites. Mas por qualquer razão, continuo a não conseguir premir "Delete". Talvez amanhã. Ainda não é hoje.
Ficam aqui alguns "cadáveres", tal como estavam, a meio, incompletos, desmembrados. Os falhanços.
Mundos de Aventuras (c.1999)
Quis fazer um arquivo das edições de BD portuguesa. Tarefa hercúlea.

Tyrell Corp. Homepage (c.1996)
"Blade Runner" é um dos filmes da minha vida e, cromo que sou, achei que era divertido criar uma homepage da Tyrell. Continuo a achar que os botões eram bonitos...

Movies that Ate My Brain!
Era sobre os meus filmes favoritos de série B. A manchinha de sangue andava de um lado para o outro e as letras explodiam.


Superman's Fortress of Folitude
A Fortaleza da Solidão sempre me fascinou, pois estava cheia de tralha, de troféus de combates antigo, estátuas de vilões e amigos, gadgets de outras aventuras. E se alguém pegasse neles e os arquivasse exaustivamente? Não era divertido? Aah, talvez não. Nunca passou da porta.
The Hall of Forgotten HeroesA DC Comics, ao longo das suas muitas décadas de existência, criou centenas de heróis que não duraram mais do que uma mão-cheia de histórias. Outros foram grandes, mas agora estão esquecidos. Qu'é deles? Era aqui que estariam. Os heróis, os anúncios de rodapé, aquilo que, quando fazem reedições, nunca incluem. Agora já não estão assim tão esquecidos -- a seu tempo tudo volta. Esses números raros, caros e amarelados estão nos Bittorrents, para quem os quiser ler.
Ah, neste esmerei-me. Quando passávamos o rato sobre as figuras apareciam balõezinhos a dar informações! lol


Eu tinha esse quando era pequeno
Sobre collectibles portugueses. Resta apenas o logo, de que tenho algum orgulho. Ah, pois.

London by Gaslight - The Sherlock Holmes Reference
Ah, Sherlock. Não encontrava bibliografias na net (agora é difícil evitá-las) por isso decidi criar eu uma. Os botões deram tanto trabalho que fiquei sem energia para o conteúdo.


Fecho a pasta e tento voltar a esquecer-me destes websites. Mas por qualquer razão, continuo a não conseguir premir "Delete". Talvez amanhã. Ainda não é hoje.
Hizamakura knee lap pillow
Diz o catálogo:
"Missing that special someone? Longing for the feeling of comfort and warmth you only from a woman’s lap? Maybe you just want to take a nap and need a pillow? Shaped just like a beautiful woman’s lap, kneeling in Japanese-style, the Hizamakura “Lap Pillow” gives the best re-creation available, complete with your choice of a red or black skirt to top it off. Hizamakura is soft and elastic to the touch, and perfectly suited to lying your head on. You’ll be surprised at how comfortable and real it feels!"Só no Japão. É um povo estranho...
Monday, February 02, 2009
Thursday, January 29, 2009
Wednesday, January 28, 2009
Sunday, January 25, 2009
Monday, January 19, 2009
Live long and... you'll never work in this town again.


Em 2005, juntamente com a a Guida, o Sérgio e a D. Palmira, pegámos nas fardas de Star Trek, nos phasers e nas tralhas todas e metemos pernas (ou rodas) a caminho para Málaga, para a EspaTrek 2005. Um fim de semana memorável na companhia dos Trekkies espanhóis, sempre grandes anfitriões e companheiros de copos. O único senão: os espanhóis organizam o evento e quem aparece nos jornais é... um português. Eu. Não fez absolutamnete nada pelas boas relações espanho-lusas...
Friday, January 16, 2009
Tuesday, January 13, 2009
Leituras de 2008
Em Janeiro do ano passado tive uma ideia: em vez de ler e depois arrumar na estante junto dos outros livros, à medida que lia os livros guardá-los num cantinho, para no fim do ano saber realmente quais e quantos livros li. Para minha surpresa, li bastante menos do que esperava. Aqui está a minha lista.
O melhor do ano:
Ganhou o Pulitzer e mereceu-o. Chabon conta uma história que começa durante a invasão Nazi de Praga e leva-nos até Nova Iorque dos anos 30 aos 50. Dois rapazes, um com demasiadas histórias para contar e outro que apenas quer desenhar, entram no mundo dos comic books americanos, no ano em que Superman e Action Comics se estreiam nas bancas de jornais. Mais do que o retrato de uma época, Kavalier & Clay é um retrato íntimo de uma Nova Iorque onde se tenta viver a promessa do novo mundo e lidar com a mágoa de quem ficou para trás, no turbilhão da Segunda Guerra.
Os outros (por nenhuma ordem especial):
A mixed bunch, como dizem os bifes. Entre os melhores The Dying Game, uma história da morte, dos seus rituais e costumes ao longo da história. Absolutamente fascinante. Também a série Flashman, que começa em meados do século XIX e nos mostra o mundo através das aventuras improváveis de um inglês com mais sorte do que juízo. Oscar Wilde and the Candlelight Murders apresenta-nos um Oscar com laivos de Sherlock, mas o autor consegue apanhar o wit tão característico, tornando a leitura um prazer divertido e intrigante. Tolkien's Gown são as memórias de um dealer de livros raros contemporâneos que conheceu toda a gente. Em Soon I Will be Invincible Grossman mostra-nos o outro lado dos super-heróis e super-vilões, tirando-os do mundo das quatro cores e colocando-os num mundo muito real. E Steven Saylor, claro, nunca desilude com The Triumph of Caesar....
Na banda desenhada, algumas descobertas e alguns regressos ao passado: descobri a excelente série Fables, reli Watchmen (na edição Absolute), Crisis on Infinite Earths (Absolute) e o excelente The Sandman, cujas edições Absolute me permitiram redescobrir o universo tão rico do Neil Gaiman.
O melhor do ano:
Ganhou o Pulitzer e mereceu-o. Chabon conta uma história que começa durante a invasão Nazi de Praga e leva-nos até Nova Iorque dos anos 30 aos 50. Dois rapazes, um com demasiadas histórias para contar e outro que apenas quer desenhar, entram no mundo dos comic books americanos, no ano em que Superman e Action Comics se estreiam nas bancas de jornais. Mais do que o retrato de uma época, Kavalier & Clay é um retrato íntimo de uma Nova Iorque onde se tenta viver a promessa do novo mundo e lidar com a mágoa de quem ficou para trás, no turbilhão da Segunda Guerra.
Os outros (por nenhuma ordem especial):
A mixed bunch, como dizem os bifes. Entre os melhores The Dying Game, uma história da morte, dos seus rituais e costumes ao longo da história. Absolutamente fascinante. Também a série Flashman, que começa em meados do século XIX e nos mostra o mundo através das aventuras improváveis de um inglês com mais sorte do que juízo. Oscar Wilde and the Candlelight Murders apresenta-nos um Oscar com laivos de Sherlock, mas o autor consegue apanhar o wit tão característico, tornando a leitura um prazer divertido e intrigante. Tolkien's Gown são as memórias de um dealer de livros raros contemporâneos que conheceu toda a gente. Em Soon I Will be Invincible Grossman mostra-nos o outro lado dos super-heróis e super-vilões, tirando-os do mundo das quatro cores e colocando-os num mundo muito real. E Steven Saylor, claro, nunca desilude com The Triumph of Caesar....
Na banda desenhada, algumas descobertas e alguns regressos ao passado: descobri a excelente série Fables, reli Watchmen (na edição Absolute), Crisis on Infinite Earths (Absolute) e o excelente The Sandman, cujas edições Absolute me permitiram redescobrir o universo tão rico do Neil Gaiman.
Friday, January 09, 2009
Thursday, January 08, 2009
Cada um tem o wallpaper que merece...
A Mary Astor para o Vicente...
A Alla Nazimova para o Hugo...
O Veronica Lake para a Vera...
A Myrna Loy para a Patrícia...
A Greta Garbo para o Paulo...
A Julie Andrews para o Filipe...
O Bela Lugosi para mim...
Tuesday, January 06, 2009
Monday, January 05, 2009
O prazer da partilha
Além de celebrar o 25º aniversário do Vicente, um reencontro de amigos: a Ana, Ana Cláudia, Anne, Carmen, Duarte, Filipe, Hugo, Maria José, Miguel, Pandora, Patrícia, Paulo (da Carmen), Paulo (do Hugo), a Vera. E o Francisco, que nos preparou algumas das suas iguarias e que infelizmente não pôde estar connosco como gostávamos. Falou-se de nada e de tudo, enterraram-se machados e fumaram-se cigarros da paz. Fizeram-se palermices e regojizámo-nos no prazer dos velhos rituais. É bom ter amigos. Fazem-nos sempre mais falta do que pensam.
Monday, December 29, 2008
Tuesday, December 23, 2008
Monday, December 22, 2008
Friday, December 19, 2008
R.I.P. Forry Ackerman (1916-2008)
Um gentleman entre os fãs de cinema, acumulador de tralha cinéfila, editor da revista "Famous Monsters of Filmland", cujas imagens fizeram sonhar várias gerações. Uma inspiração, um herói. Quem eu tentei ser toda a vida. O mundo está cada vez menos interessante.
Thursday, December 18, 2008
Entre o Desejo e o Destino (2005) - Trailer do filme de Vicente do Ó
Trailer para a curta-metragem de Vicente do Ó, "Entre o Desejo e o Destino", realizada em 2005. Este trailer foi criado originalmente para "consumo privado". A música é do "Johnny Guitar", claro. A produção é do Animatógrafo 2 e não da Paramount. Eu sou o polícia que aparece por instantes. Good times...
Wednesday, December 17, 2008
Tuesday, December 16, 2008
Não perco nem que me mate

E ainda com visita prometida antes da exposição abrir e poder conhecer H.R. Giger. A vida tem coisas boas. O catálogo está aqui.
Monday, December 15, 2008
Sunday, December 14, 2008
Friday, December 12, 2008
Thursday, December 11, 2008
Wednesday, December 10, 2008
Friday, July 21, 2006
Tuesday, July 18, 2006
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